SEJA BEM VINDO(A) - COMUNIDADE CATÓLICA DE ALIANÇA SAGRADA FAMÍLIA: LEVANDO JESUS AS FAMÍLIAS PELA AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

OS SAPOS E O SABIÁ...


Certa vez, um grupo de sapos vivia dentro de um poço muito fundo, sombrio e sujo. Lá se organizavam por hierarquia de força e poder. Os maiores eram os senhores. Estes mandavam e desmandavam. Aos menores restava obedecer. Se desobedecessem, eram punidos severamente até com a perda da vida. A pesar de tanta tirania, havia sapos poetas, sapos mestres, sapos músicos, que conseguiram burlar a censura e denunciar as injustiças com suas poesias e belas músicas. Mas a vida continuava sofrida e cruel para a maioria. Certo dia, um sabiá, voando tranquilamente, posou na beira do poço. Olhou para baixo e viu que era um poço muito fundo. Então pensou: Lá embaixo deve ter uma água limpa e clara, talvez um bom lugar para se fazer um ninho. Vou dar uma espiadinha. Quando chegou lá embaixo, teve uma grande surpresa ao ver aqueles sapos vivendo no poço sujo. A inesperada aparição do sabiá foi recebida pelos sapos com curiosidade e admiração. Os sapos nunca tinham visto um ser tão estranho como aquele, tão diferente, e que pairava no ar, tornando-se para os sapos objeto de contemplação. O sabiá, por sua vez, tristemente constatou que aqueles sapos viviam ali presos e ignoravam a beleza do mundo fora daquele poço. Então, pôs-se a falar do mundo lá fora. Lá fora é um lugar muito bonito. É maravilhoso o pôr-do-sol. É admirável o luar da lua cheia, a beleza das flores, suas cores e perfumes, que dão sentido ao viver das abelhas, produtoras do delicioso mel. O verde da natureza é algo indescritível, pois dá descanso e paz ás criaturas. Depois de falar bastante, pensou que os sapos não compreendiam. O sabiá bateu asas e partiu. Os sapos puseram se a confrontar as idéias do estranho. Alguns existencialistas, com suas complicadas teorias, refutavam qualquer possibilidade da existência de um mundo que sapo algum havia visto. Outros, os poetas e sonhadores, puseram-se a sonhar com aquele paraíso e faziam poesias e belas músicas, imaginado o mundo maravilhoso, onde reina a paz, a justiça, o belo e o bem. Após a visita do sabiá, o mundo dos sapos não era mais o mesmo. Surgiram os partidos pró e contra. A insegurança tomou conta dos poderosos. Havia sapo sonhando demais. Era preciso dar fim aquele estranho que causava tantos males á sociedade. Fizeram uma armadinha e ficaram á espera. Quando o sabiá retornou e pôs-se a falar novamente sobre a beleza do mundo e a ensinar como seria possível chegar lá, caiu sobre ele a armadilha. Preso, foi moto e empalhado, para que todos pudessem vê-lo de perto. Foi posto num museu e, ao seu lado, uma placa que dizia: Eis aquele que dizia blasfêmias, que nos incitava á loucura coletiva. Agora estamos salvos, pois não corremos o risco de acreditar naquilo que não vemos e não podemos comprovar. #ParaRefletir

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