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segunda-feira, 30 de junho de 2014

O TROVADOR SOLITÁRIO

A muito tempo atrás em um reino distante havia um trovador, que recitava seus versos pelo ar enchendo de amor os corações apaixonados. Neste mesmo reino havia uma princesa que todos os dias aparecia na torre do castelo para ouvir seus lindos versos, ela parava e observava cada frase, e ele muito empolgado se enchia ainda mais de amor para criar seus versos. Um dia a audácia tomou conta do trovador e ele começou a conversar com a princesa e recitar seus versos somente para ela. Ele não cabia dentro de si de tanta felicidade, e ela sempre retribuindo com o brilho de seus olhos e a brancura de seus sorriso. Portanto, continuando nessa leva, eles se apaixonaram. Mas como toda história de reinos, castelos, e princesas, tinha que ter uma força maligna, para que o bem pudesse combater. Um senhor mal que ao ver o amor da princesa e do trovador, se encheu de inveja e se aproximou do trovador e disse: - Olá trovador, como vai? - Vou bem, respondeu o trovador. - Vejo que você esta muito apaixonado pela princesa não é? - Sim, a amo com todas as forças de meu coração. - Mas sabe que ela tem um outro amor? Alguém por quem o coração dela bate mais forte? - O que? - É trovador, um cavaleiro das terras altas, todos sabem disso, você não? - Não, não pode ser verdade, mas o carinho, o beijo, os olhos, as palavras dela, não pode ser verdade. - É trovador, as coisas não são o que parecem ser, e ela sempre brincou com você, até te esnobou dizendo que era feio e pegajoso, me desculpe amigo, mas esse amor é impossível. Inconformado com aquela noticia, o trovador, saiu chorando daquele lugar e decidiu tirar satisfações com princesa, como pode alguém brincar assim com o sentimento dos outros. Caminhou até o castelo e não a encontrou, achou melhor deixar um bilhete. Pobre trovador deixou o ódio tomar conta de seu ser e começou a escrever as palavras mais duras, coisas que nunca tinha dito nem ao seu pior inimigo, naquele momento o trovador não estava apenas machucando a princesa ele estava machucando a si mesmo. Saiu do castelo e pôs-se a andar sem rumo como todo trovador, até que em dado momento ele se arrependeu, deveria ter perguntado sobre a infâmia antes de condenar quem ele tanto amava, logo voltou, mas ao chegar no castelo a surpresa foi desagradável do mesmo modo que no momento da falsa notícia o seu coração ficou ferido, o da princesa também ficou ferido, ao ler aquele bilhete, como pode um coelho se transformar em um dragão cheio de ódio. Ele procurou o perdão dela durante anos, ela até que o perdoou, mas os laços de amor que os unia nunca se reataram. Em um certo dia, numa linda festa da corte, eles se viram ele sozinho, ela com outro, ter aquela visão era como ter uma espada traspassando seu coração, o feriu profundamente. Daquele dia em diante teve a certeza de tê-la perdido. O nosso Trovador, agora recebia um sobrenome o de solitário, sim agora ele era o Trovador Solitário, de poemas tristes e rimas vazias, já que a sua fonte de inspiração havia secado. Bem, essa não é uma história como vemos cotidianamente, não teve final feliz, mas tem um grande
fundo moral que nos ajuda a crescer, o de não julgar as pessoas sem antes consultá-las. E para surpresa de todos, isso não é um conto, mas sim alguns dias vividos em minha vida, adaptados nesse conto.

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